Eus...



















Marisqueira na Ribeira. Diálogo solitário. Salvador. 2007.
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O papo é sobre o futuro. meio cansado do presente resolvo pensar no que pode ser o futuro, me calo para me ouvir:

-- Talvez a gente tenha de se acostumar, o futuro muda e é distante.

-- Ele vai acontecer um dia, um dia , um dia aí...

-- Parece que ele vem sozinho e é indepente.

-- Acho que é melhor esperar, ele vai acontecer mesmo, não é?, adianta querer mudar?

Penso comigo mesmo o que esse povo na minha mente vai fazer quando descobrir que o futuro vem depois do presente, que depende do que eles me ajudarem a fazer hoje.

E aí, quando acontecer, a gente faz o quê?

-- Acorda (nesse sempre tenho paciencia pra o meu próprio lado irônico..., as vezes admito que irrita).

-- E se for um looongo presente? para mudar tem de começar a mudar as coisas agora...? (o lado comtemplativo, vai começar a viagem...)

-- Pera aí, mas você fala agora "do verbo imediatamente" ? (o lado que gosta de novidade, o gosto mesmo pelos diversos sentidos das coisas...)

Papo bom que na soma me completa, mas resolvo intervir:

Né por nada não galera, mas acho que esse "agora" é do verbo "já estamos no prejuízo e talvez não dê tempo pra gente", perceberam?

largo essa e caio fora..., desconecto do meu chat mental... Fui...

Será que nenhum dos meus eus viu mais que a superfície quando assistiu o vídeo "Uma verdade inconveniente?".
Será leram só por ler Fernado Pessoa?
Será que não sacaram nada quando assitiram " Tropa de elite?"
Será que não descobriram nada quando ouviram Lenine? ou viajaram com o Pink Floyd? Não compararam as realidades quando viram o filme " Desconstruindo Harry" de Woody Allen?
Será que estavam dormindo quando leram alguns textos de sociologia?
Será que olharam a gatinha do outro lado quando tava rolando a aula de filosofia?

O pavio gastou. Tou impaciente não sei porque, vou deixar a democracia sendo teoricamente exercida por eles.

È isso. Deixo a conversa rolando no meus neurônios e vou dormir.

Ganho mais.

;)

Vjr.

Comentários

luciene disse…
esse papo me lembrou aquele poema do Quintana: "essas duas tresloucadas, a saudade e a esperança vivem na casa do Presente, quando deveriam estar - como é lógico- uma na casa do Passado e a outra na casa do Futuro - mas o Presente, seu moço?-ah! esse nunca está em casa."
Antes mesmo de se vislumbrar um Futuro favorável ou tenebroso, onde é que está a nossa capacidade de transgredir e transmutar esse Presente geralmente mal vivenciado que resulta hoje no futuro de ontem? Será que o presente é um futuro alcançado(mesmo que mal calculado)?
o que sei é que enquanto isso, ali fora, as ondas continuam batendo insistentemente nas pedras, e o barulho que o mar faz hoje tá diferente de ontem e vai, amanhã, fazer um outro som: quem sabe a bonança, quem sabe o mar revolto...

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