1 real...













Largo do Santo Antonio. Salvador - BA. 2006.
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O presente..
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-- Velho, a gente age diferente hoje em dia, todos tem chance de melhorar, é só querer...

Me disseram, mais ei fiquei pensando, quero me convencer, vou procurando exemplos enquanto vou pra casa.
Quando passo pela cidade invisivel fica mais dificil,
Pior que nesse horário ela aparece, eles também.
É meio diferente, aqui todo mundo mora nas ruas.
É normal.
Tá cheia de gente morando ali, tem famílias e tudo, tem gente que vem de longe, alguns ficam com fome, esperando o sopão,
Eles não tem nada, são largados. tentam sobreviver o dia todo, todo dia. gente teimosa. porque não vão embora ser invisiveis em outro lugar?

Tem um menino bem pequeno que não fala direito porque tem uma marca na boca. Os labios cortadoas. parece que foi de uma cicatriz de um corte, Bem grande.

Tá sempre descalço. Short sujo. Mais nada.

Mora na praça, na praça não, na rua, se equilibra no outro na sinaleira pra jogar as varetas e depois pedir dinheiro. estende a mão assim mesmo. ele tá costumado.

Não sei por que eu não me acostumo...

Vou apelar...

-- Ô Chico, ajuda aí, ele tá em vários lugares.

-- Mas há milhões desses seres
Que se disfarçam tão bem
Que ninguém pergunta
De onde essa gente vem


-- Virou... "normal"?

-- A novidade
Que tem no Brejo da Cruz
É a criançada
Se alimentar de luz


--De luz?

-- Alucinados
Meninos ficando azuis
E desencarnando
Lá no Brejo da Cruz


-- Lá ou aqui?

-- Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz

Grande Chico. O que talvez eu não quisesse ouvir, agora eu ví...

Valeu velho. Agradeço mentalmente por ainda conseguir achar música e poesia na realidade.

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