O Manual

Acho que foi Paulo, o Coelho, que falou em um manual, que era o do bom comportamento. Dizendo que não era seguindo ele que se conseguiria mudar o mundo ou muito menos ser feliz, algo assim...

Pois é, demorou, mas estou sendo mais um que na base da tentativa também vai fechar este manual e procurar outras leituras. Se não achar, vou escrever um manual personalizado, direcionado, totalmente especifico para mim, com uma orientação básica para não esquecer: tentar, tentar e não desistir nunca ou em um estilo mais brasileiro: não pedir pra sair nunca.

Não jogarei nada fora por enquanto. até porque tenho essa mania de guardar tudo, vou deixar este junto com os outros numa das estantes, só terei de escolher:

Junto com os livros que falam sobre a duração do meu sentimento?
Perto dos que contam sobre o meu tempo?
Ao lado dos que guardam alguma coisa da minha memória?
Ou daqueles que não existem, dos que são virtuais, os da internet ou da blogosfera?.
Qual vai durar mais?

Bom, la vai o título: MANUAL.
muito original este título, admito, realmente muito bom...

Esperem até ver o subtítulo: LADO B
pois é, me superando sempre...

Orelhas do manual:
"Esse manual é baseado num amontado de reflexões sobre fatos reais (pelo menos para o autor) e ensinamentos ditados pelo mundo (Família, Escola, Religião, TV, Amigos, Cimema, etc..), pressões sociais de todo tipo consciente e inconscientes (principalmente), experiências pessoais e muuuita imaginação (que foi a melhor parte do processo...) e muita teimosia é claro (mas isto é de família, não sei se deve contar...) e ah, sim, tem também a tal da sorte(pra quem acredita), já ia esquecendo.

Pois é... sobrevivendo a essa orelha, vem o Prefácio:
"Se você chegou até aqui é porque precisou, não existem acasos (reza a lenda...), não sei se isso é bom ou ruim, é seu o julgamento, o que sei é que este é um dos caminhos, boa sorte, você vai precisar pois como você já deve ter percebido pelo seu estranhamento, não é sempre que a gente fala com a gente mesmo e ouve, ou o que é pior, escreve para a gente mesmo e lê..."

Índice:

Parte 1. Como ler o mundo ( do ponto de vista do mundo e dito por ele próprio)
Parte 2: Como não ler o mundo ( do ponto de vista do meu desconfiômetro e ditado por mim mesmo)
Parte 3: Como aprender a ler.
Parte 4: Como ler o seu mundo e ignorar a mensagem de "em construção", até o ultimo parágrafo.
Parte 5: Como achar o botão de "PAUSE"
Parte 6: Como acionar o botão de "PARE" (porque as vezes eu quero descer)
Parte 7: O que você pode, teoricamente, fazer (mitos e verdades)
Parte 8: Como gravar e apagar e teoricamente não se arrepender.
Parte 9: Direito e deveres aplicáveis ao usuário de mundo.
Parte 10: Lista da assistência técnica autorizada do seu modelo de mundo.
Parte 11: Onde preencher seu cupom para devolução do mundo.
Parte 12: Como mandar o mundo pra... (Taxas e cuidados na embalagem).
Parte 13: Como criar um mundo no melhor estilo faça-você-mesmo e não ter vergonha dele.

Fim.

Edição limitada
A venda nas melhores realidades virtuais do ramo.
Licenciado segundo as normas da GPL.
;)

Comentários

Raquel disse…
aaah! muito bom! eu compro esse manual, sim! sim! ( já vejo pessoas desesperadas correndo para as livrarias, baixando na internet) Ah! por favor, faz um preço camarada pra mim =D
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que pena como manuais não combinam com nossa realidade.. Nada é. Ou as coisas já foram ou serão, nada é (pelo que parece). Então, manuais (que se caracterizam como uma única maneira de mexer com um treco que não muda [como a tv]) não servem para nós, seres vivos meros mortais, mutáveis, perecíveis a qualquer moment..

tu-tu-tu-tu-tu..
Laiza Maria disse…
e você conseguiria seguir o seu próprio manual?

se fosse o meu caso não seguiria algo que eu mesmo escrevesse.

sei lá,graçasadeus, que pessoas são pessoas... as vezes.
Luc disse…
Olha só, o índice é extremamente interessante, mas detesto propaganda enganosa:), passe-me o conteúdo dos capítulos, talvez sua leitura e escrita de mundo me aclareie...
quais os limites dos encontros e desencontros da vida? Como limitar a ânsia de limite?
Queremos porque nos falta ou porque necessitamos?
Necessitamos porque é disso que precisamos ou é apenas uma possibilidade de preencher o espaço vago da nossa existência?
Se acontece-nos é bom, mas se não, é necessariamente ruim?
O que fica todo dia?
Fica mais dúvidas, menos certezas?
a melhor razão para se continuar é não procurar incessantemente a razão das coisas?
Temos tantas questões e tantos apelos ao silêncio...

bj, Luc.
Dulce disse…
Adorei o manual!
Bjo,
D.V.

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