Fechado não faz barulho

Minha viagem começa com a foto de um Livro, feito de velcro, por Murilo Maia em uma exposição em SP.
Na imagem que eu ví na net, convida-se o espectador a abrir e "fazer barulho" com "o volume" (o livro).

É um livro de velcro, no meio tem uma fita do tipo marcador de página, vermelha, escrito assim: "Fechado não faz barulho".

Dei risada e pensei:
Quando você abrir vai fazer barulho

E daí veio o seguinte:
isso tanto pode acontecer em um livro de velcro como em um livro "normal".

E por tabela:
Se a gente pensar bem (ou melhor, sentir bem), é assim no livro de papel e também por incrível que pareça, com o nosso coração e com a memória.

Que tristes, hein?

Os corações sem barulho, inúteis, fechados.
Livros idem. Páginas grampeadas pelos seus autores para não serem lidas. Sentimentos idem.

Usando uma comparação: A que serve todo esse prato guardado para visitas?

Por quê ser infeliz errando conscientemente tantas vezes, o seu erro de estimação? sua dor particular?

Com tantas horas pra viver, porque gastar a gente (o ser humano) e não gastar o tempo e não gastar as possibilidades?

Quem souber favor cartas para esse autor pensativo...
;)

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