Normalzinho

Na sala, a aula de lógica.
Entre nós todos, um papo sobre a burrice de um baiano "senil" que queria ser inglês e uma mídia idem.

No corredor, o caso da Isabella.

Na mesa com a menina, o lanche, o relacionamento e a dor.
Na mesma mesa, com os colegas de filosofia, o meu papo sobre psicologia.

Na mesa do lado, xadrez e o mp3
Na nossa mesa, além das cadeiras com livros, o cavalo de São Lázaro, o conceito de Catarse em Aristóteles, uma experiencia de medo no cinema, o prédio novo, a dificuldade de se conseguir coisas mais básicas e o caso Isabella de novo.

No meio da nossa roda, escondida em algum lugar, a nossa própria normalidade.
No meio do bolo, os fermentos da hora : a socialização, a mídia, a psicologia, as carências e o medo.

Atrás da cara das pessoas a pseudo-indiferença, a irresponsabilidade com o agora.

Na mesa ficou:

O riso.
As Mônadas.
A casca das horas.
A vida dos outros.
A minha atenção.
e a casualidade de tudo.

Só não ficaram as dúvidas.
Elas são fiéis. Acompanham seus donos.

Comentários

Branca disse…
Pegando o gancho nos comentários dos meninos acima, concordo quando ambos dizem que, de uma certa forma,novas ou não,as dúvidas acompanham seus donos..Acho também que o mesmo acontece com outros sentimentos,e que ninguém nunca é o mesmo depois que deixa a mesa
luciene disse…
Valter, não será o eterno ponto de interrogação? acho que nos é inerente a dúvida, a verdade´..aí,,,, é mais complicado!A verdade de ontem é a mesma de hoje? será que a medida em que os anos passam acumulamos mais certezas? sei não...tenho cá as minhas dúvidas....,
Luciene.

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