O muro

Acende e apaga o traço na área branca.
O cursor pisca pra mim.
O mundo quadrado espera a minha vontade.

O que eu quero?

Empurro com a barriga, vou colocando letras. Acentos. Espaços. Caracteres, Conteúdo. E o cursor vai perdendo espaço. Vai sendo jogado pra lá.

Jogo setas pra baixo, Pra cima. Faço voltar.
O número de vezes reflete meu estado.
Pressa. Capacidade de vazão.
Coeficiente de estabilidade ou surtabilidade.

Preciso aumentar a comunicação hoje
Mas não quero saber do mundo.
Tou desligando as minhas extensões:
Celular. radio, tv, computador, telefone
Só silêncio funcionando e olhe lá.

Escrevo.
Tento ser fiel a mim mesmo.

Aos poucos preencho o espaço vazio com meus motivos e vou ficando visível.
A intuição usa minha estrutura. Constrói com pedaços meus.

Escrever ajuda. Se emocionar por escrito ajuda.
Mudo de mundo pra não stressar geral.
Parece que funciona.

Afinal, quem é que sabe onde as palavras guardam o sentido?
Eu não sei.

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