Queima meus navios

Sheila mostrou pra a gente.
Já tinha ouvido a música, a letra não conhecia, menos ainda a interpretação psicológica

Massa, as associações:

O eterno aprendizado como o próprio fim.
A alma elástica.
O aceitar o caos.
A queima dos navio pra a gente se superar.
A relação: eu e a vida.

Lembrei depois que o único show dele que assisti ao vivo foi em Gramado.

Ele era uma das atrações convidadas para compor programação externa do festival.
Acredite, a clase média e alta se sentou no frio do chão da praça, tudo no maior inproviso cultural só para ver o Jorge cantar (tava bem frio pelo menos pra mim, nordestino e magrinho)

Parecia que o cara ia cantar pra turma da rua apenas.
Vercilo parecia vizinho da gente, muito a vontade, como se todo dia estivesse por ali mesmo.

Ficou todo mundo agindo, ou fingindo, "natural", não sei.

As tietes pareciam controladas socialmente, tudo muito "branco e civilizado".
Ele muito educado, brincou dizendo que já esteve ali no início de carreira e tinha "uns gatos pingados" pra ouvir ele e se divertiu com isso.
Deu pra ver que ele pensou mais no que rolou do que no tempo.

Deu também pra aproveitar muito.
Quase não tinha divisão entre a gente e o "palco".
Tudo muito perto.

A impressão de talento bem humano, de sensibilidade e de delicadeza do cara foi o que ficou.
Valeu ter ficado pra ver.

Um pouco antes tinha experimentado uma cerveja local "Top" de linha a 12 reais cheio de expectativa para descobrir depois que era mais uma cerveja no mercado.

O humor mudou depois do show e lembrei do Chico Buarque.
Ele tem razão, e conhece dos dois assuntos, vá de música, acredite, é bem melhor...

E os navios?

A vida queimou vários, este eu salvei escrevendo e foi um dos que gostei que ficaram.

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