Tudo bem


Duas mulheres diferentes hoje, ou melhor, três.

Uma de manhã me disse que ao invés de sair por aí as cegas, melhor era parar tudo e não perder por aí mais movimentos soltos.
Ela tinha razão.

A da noite mostrou como eu faço ela se sentir bem. Tem até palavra pra isso. Reciprocidade. Podia ser mais simples?
Podia. No caso eu teria uma outra palavra muito boa pra isso. Mas não vamos misturar as coisas.

Terminei a noite, ouvindo na voz de outra o coração de alguém que dizia que a vida é uma só.
Ela, a poetisa não queria a vida imortal.
Porque a estranheza? Existe quem não tenha utilidade pra isso.

Ela queria é a vida esgotando o campo do impossível.
Essa chave é importante.

Concordo. Há muita possibilidade nisso.

No fim o Chico. Buarque. Com a letra da música dele cortando as vezes sem piedade o mundo. Trocando a vida da gente em miúdos.

Olhando o que tinha nessa cozinha, juntando tudo na mesa, pão, palavras, música, poesia, negociei com a minha fome uma pausa até o próximo prato.

Depois penso na sede, no intervalo escrevo.

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