Piedade

Parece até que ela andou comigo lá no centro da cidade.

Me pergunta de noite
Com olhos de remorsos
Sobre o mundo ao redor
E sua multidão pobre e invisível.

Até onde ir com o real,
Como ser sincero?

Ela me pergunta pela culpa.

Sua, minha, nossa.
Esse bem bem distribuído
Essa responsabilidade.

Mas...

Não é porque não fazemos nada por aquelas pessoas não...

É porque deixamos que através de nós
O "nada" politico continue sendo feito.

Quem dera fosse jogo
De linguagem.

Mas tem diferenças nas frases.

Não é só no horário politico que a gente aceita mentira repetida tantas vezes
Que Deixa ela virar verdade

O que é normal nesse sistema?

Que posso jogar o mesmo jogo que critico.
Que posso não fazer nada também
Que posso me aproveitar 
Que psso ser mais um a usar

Não é democracia deixar que os outros
joguem em meu nome de um jeito que não quero.

De qualquer jeito tem perguntas:

Será que essas são as únicas regras?

Quantas caras, capas e castas cabem no mundo que te servem na bandeja da TV?

Parado no centro da praça imagino outro mundo

Possível.

Será que você quer ou pode ver?

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