Árido e cheio de vida

Acabei de assistir "Árido Movie", longa do mesmo co-diretor de "Baile Perfumado", o filme é uma "viagem" em vários sentidos e vale pelas "sacadas" :

a) a "cara" surreal do nordeste no eterna luta do sertão x modernidade

b) o contraste do as vezes sobrar informação x faltar água

c) o uso político dos recursos naturais e até não-naturais como a fé e a esperança.

Pra você ter uma idéia, José Dumont numa das melhores cenas do filme, diz olhando o espaço aberto do sertão:

"...E nem sei como conseguia não ver, tá vendo?
As coisas estão por aí e a gente não vê, sabe porquê?
preconceito, as pessoas só vêem o que deixam, é preguiça e preconceito...".

"...Rapaz, foi feito uma alucinação,
porque eu pensava assim, se aquilo sempre esteve ali e eu nunca consegui ver,
quanta coisa tá aí pelo mundo que ta em baixo do nariz e a gente nem vê?..."

"...Negócio é o seguinte, a cabeça aberta e está alerta,
se a gente pisa sem jeito, escorrega na imaginação..."

Em outra parte do filme, outro personagem diz:

"...Você tá na falta da confiança ou do respeito..."?

Boa pergunta, tem muitas respostas mas aqui no nordeste só querem duas, "você está comigo ou contra mim?, aqui tudo é polarizado, na intenção de limitar o mundo.

Lembre que o tempo do filme é diferente, assista com a mente aberta e pense nessa frase do personagem "Meu Véio":

"...O olhar é a luz que sai do olho..."

e boa viagem...

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