2009

Numa pilha
junto no meu quintal
coisas que ainda esperam
por sentido.

Com esses rascunhos acendo a fogueira de 2008.

Na frente dos meu olhos
vai derretendo
o que já foi tão importante.

Enquanto vejo o ano virar cinzas
queimo minhas lembranças
no chão.

O racional falha em registrar tanta mistura,
o pensamento não acompanha,
mas a intuição
sim.

Jogo mais um fósforo
mexo, assopro
alimento fogo
com o que já foi eu.

O cheiro do tempo passa
e abre espaço
para o novo.

Que venha.

Nunca estivemos tão prontos.

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