Quanto?

Quanto, qual a "concentração" de algo para que já mereça o nome?
Quantos atos de genocídio, são necessários para que se declare genocídio?

Essa é uma das perguntas deixadas "por acaso" para você responder no filme Tiros em Ruanda, sem resposta, talvez porque ninguém tem uma que sirva..

Não sei se a tradução do título serve para alguma coisa, mas SHOOTING DOGS, não termina da maneira que a maioria iria gostar, ao contrário fica esperando você terminar de processar tudo que viu para ajudar com alguma luz.

E precisa muita luz, pra não escolher pensar ou o que é pior, sentir, que o nome está bem aplicado (cães atiradores) e que os seres "humanos" as vezes só são seres, sem a segunda parte, justo a parte que deveria "fazer a diferença", o silêncio depois da pergunta talvez incomode por causa disso:

Talvez nem todos no mundo (independentes da cor) sejam juntos essas duas palavras tão diferentes, talvez alguns só queiram igual com igual.

Quem sabe, ?

E aí, qual a vantagem de ser maioria, de dar um nome qualquer para esse grupo, se é "Hutu", "Tutsi", "utuh", "istut"?

Qual a importância de ser "apenas" igual?

Porque medo do novo e do diferente?

Porque a discriminação do filme incomoda?
Será que é porque a gente reconhece disfarçada nela ângulos do nosso mundo?

Assista e me diga.

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