Maré

Na duvida do que fazer
fecho janelas,
deixo chaves,
largo a rotina
e saio desligando seus brinquedos.

Guardo a oportunidade no bolso
e vou calçado pra rua.

Desço no sol,
a direita pulo degraus,
rampa
e entro no mar seco
sem direção.

Descalço,
faço mapa com as pedras sem ordem
as cordas partidas,
meio de barcos virados
e âncoras inúteis.

Faço ilha do chão de pedras,
tomo posse de praia.

Até sentado finalmente em silêncio
tentar abraçar esse mundo temporário ao meu redor
na sua vidinha besta de virar fundo
de mar...

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