Tato

Com a ponta dos meus dedo duros bato nas letras deitadas

Na separação sem sentido dos signos e espaços delas
deixo em cada quadrado plástico a marca da fome que eu tenho

Manuseio com cuidado
quero o amor de palavra
na mistura dos pedaços
meus

Depois no final da dança
a alma trocada de lugar
a liberdade vazia
e o meu olhar cheio de telas

E uma certeza estranha de que se perco uma só ponte
muito mais pobre fico
do que se pudesse mesmo com estes pobres limites físicos
enxergar.

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