Moderno

Como o pão que a geladeira guardou,
bebo a vitamina de ontem
e não sinto o gosto
do tempo

Rápido subo as pontes,
as janelas de vidro
fecho as portas do carro
e o humor Não penso, é apenas ritmo,
não tem emoção

E vou lembrando de esquecer tudo Mais uma dose diária de ironia e ilusão
aplicada no coração
para sobreviver

Às vezes quase dança também a razão
no asfalto que passo todo-dia
olhando na realidade que não posso evitar mesmo

Será que ainda dá pra viver sem escudos?

Horas ao lado da janela
do trabalho ralando nem percebo
que existe mar na chuva
que existe no ar outro lugar chamando

No (nonsense) que virou a vida
as vezes paro para olhar
o que sobrou

Fazer o quê?
(sorrio)
acendo ou apago do mundo, o curto pavio?

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