Meio dia

(Se virasse mais para o lado caía no mar...)

Subo pra experimentar o muro
minha cama importada nua
onde deito a barriga cheia pra cima
e os meus olhos querendo desligar tudo.

E o tudo vira céu passageiro
pelo vento em baixo do toldo rasgado bem no meio
pelo barulho do mar tranformando
camisa do uniforme em travesseiro.

Minha ilha do meio,
pausa, pedaço livre no almoço
intervalo, sombra, onde não ouço
e sou apenas o que bem quero.

Durmo o mundo e a minha função,
de novo humano, me largo inteiro,
mar sem roteiro
e sem patrão.

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