Rascunho

Não sei escrever
em quadrados

O poema vem em silêncio

Um dos que eu sou
olha através de mim
e ouço seu pensamento

O meu eu salta
no ar

Meu coração de cordas
entra em movimento

Nunca sei onde vou parar

É sempre um perigoso giro
para um janela de vidro
que eu não sei onde está

Neste mundo que etrnamente não é, que sempre está sendo...

Vamos,

Vamos comemorar este não existir estaticamente da melhor forma que existe: Vivendo

Agradecendo a sede de ver poesia em quase tudo

Nos uniformes sujos de tinta
no dia claro
nos funcionários invisíveis servindo diariamente as pessoas
na lua menina no céu dos olhos de uma mulher sofisticada, inteligente e bonita

No céu entre os shoppings quando ia para o cinema

Na sombra de uma pessoa que dormia
grudada na antiga Fonte Nova
no cameraman parecendo um Black Bloc
se escondendo do sol na quadra de areia

No teatro social
que naturaliza o Capetalismo ao nosso redor
e a sua eterna a obsessão pela ordem

E no quanto
andamos (ralamos, queimamos, quaramos, amamos) para matar
a nossa vontade de viver...

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