Na janela do quarto

Da janela do meu domingo de manhã
olho um homem e o seu cachorro que saindo do mar
len-ta-men-te

Como se apenas metade do corpo pisasse na areia

Sabe?

Assim...

Um para lá outro para cá

Meio
mudando o peso
do corpo malandramente
de lugar

Não vão contando passos
vão soprando caminhos com suas existências

Assim que nem o vento faz no ar

Sim...

Por aquele invento
que leva ao coração
eles são atravessados por  pontes

Andados
soprados, secados,
moldados

Na experiência de estarem
milagrosamente
em tantos

(Meus Deus...)

Em tantos aquis e lás.

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