Na próxima, acerto o coração...

Não sou eu. É a poesia.

Só movo no ar branco
o traço piscante
o ponto cego
a ponta da flecha
até a veia

Não sou eu

Eu sou só o carteiro.
entrego almas à página vazia

É a fantasia

Eu apenas ouço o tempo

A dança
as palavras
o silêncio
e seus nomes de poesia

Não sou eu. É no além uma energia
que manda cartas
no vento

E acerta a minha razão
ultrapassa o peito
e os limites
do dia

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