Portas abertas

Antes de terminar esse ano estranho
passaram de novo
pelas mesma porta o estranhamento, o desconhecimento e o ódio

Vieram juntos com o amor

Mas quem mais matou foi o amor

Porque esqueceram dele

E através da sua porta vieram os loucos
de todos os lados
cada um com o seu próprio amor

Amor esse que era sempre o eleito, o verdadeiro e o único com o aval de um Deus

E tecnologicamente em silencio ou gritando seu nome venderam o terror

O problema é que esse estreito amor
foi secado
cirurgicamente selecionado
geneticamente modificado
religiosamente reescrito
e tatuadamente ensinado errado
para esquecerem que na verdade ele é dor

Uma dor cega que disseram passar com ódio, bombas, balas, ilhas e pavor

Uma dor que fura os olhos diariamente e nos faz cegos

Cegos no frio

Sem nenhum irmão e calor

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