Poema para matar a fome

Aperto as unhas nas letras.

Colo. Os pedaços do meu oxigênio

Subo. Mais um muro novo

Salto. Cada dia há menos redes

Mas sobram

Celulares de olhos famintos.
Tvs que não sabem perguntar.
Mundos ao contrário

Secura no olhar

E a realidade fabricada em série
com cada vez mais concreto
quase não cabe nos poéticos modos do perguntar

Que há com as pessoas?
Que há neste país de tantos monstros alimentados na hora de votar?

O "dia cada dia" mais rápido quase não reage aos nossos riscos na sua pele

Aos nossos olhos no mar...

Olho novamente para todo esse vandalismo da nossa omissão fabricada
e o quanto sofremos

Vejo triste nossas pequenas mortes diárias
e as sobras de uma pátria de papel
sem representatividade

Parece até com o amor

Quando acontece

Da gente ainda não saber se amar.

Comentários

Postagens mais visitadas