Aquarela

Mesmo sem silêncio

O dia empurrando, soprando e mordendo

Saio pela palavra

Jogo garrafas no mar

Subo descalço mais uma nuvem
pela linha fina dos símbolos no
meu anzol esticado no ar

Vou de cabeça para baixo
no meu mundo ao contrário
equilibrando o corpo com os dedos
sobre teclas de computador

Nunca atravesso fácil essa realidade de mais valia,
códigos, linguagens, bits, leões, antas, fobias
seja real ou virtual
o espelho

Mas sempre vou fascinado
passando a ponte em silêncio
sentindo na boca o milagre
dos ver meus sonhos transmitidos

Queimando e salvando navios
acendendo ou apagando na loucura ou na normalidade
o coração
ou o pavio.

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