Um domingo qualquer

Justo hoje

Que cutucaram um dos meus doidos mais calados

Não acho arte no armário, geladeira ou em cima da pia

Parece as farmácias ficaram sem remédios

O mundo dos normais tão sem mistérios

Que nem lembraram nem de repor o estoque

Da poesia

Justo hoje

Que cada Valter foi para um lado

O tempo ficou instável

Há no ar um silêncio brigado

Sem fim

Onde vou achar
Atos, sonhos e palavras para a minha máquina de criar e rir?

Como vou reciclar
O dia que aconteceu errado, cheio de nuvens, pesado
Se não me reinventar com ele

Deixando passar o que não quer ficar

E me apaziguando em versos
ao orar

Aqui?

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