No canto do caminho havia uma pedra

Quatorze para meia noite

Ponho meus dedos em teclas que parecem pedras

Bato letras

Quebro espaços

Me atraso
fico sem comer
sem beber

Volto mil vezes a ela

Se acabar as ferramentas esculpo o papel com as unhas

A poesia está dentro das coisas
quero suas veias cruas

Lasca por lasca
eu e o tatear viajoso
dos segundos
vamos nos desligando da cara do mundo

Dentro da palavra pedra
ouço o canto maravilhoso

Caem as realidades e suas roupas do suor e sentidos

O universo está calmo

Os versos soltos 

Nada mais me pede na página

A nua estátua da sereia.

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