Os equilibristas

Fui andar com as palavras

Dei folga
Para a razão
Pulei da casca, do rio e do meio
Dessa gente apressada
Em produzir moedas
Entre margens
Cada dia mais apertadas
De concreto, discursos
E ilusão

Será que ninguém mais se importa?


Cai
O preço
Do coração

Vou me embora

Pasárgada está aberta
Vou com as palavras beber com os poetas

Reaprender com eles
Que entender
É parede

E que devemos procurar
Ser árvores

Sol
Nuvem
Ar
Pensamento

Seguir até onde o mar
Encontra a nossa rua
Sair com a lua
E o vento

Finitos equilibristas que somos
Imperfeitos artistas
Nós todos
Do teatro do tempo.

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